Transcendental

Swing, ou se tem ou não se tem.
Tal como o talento e aquele toque sublime e transcendental que só alguns possuem e que os tornam maiores que eles próprios.
A primeira vez que ouvi a Amy Winehouse foi no “Diário de Bridget Jones”, de cuja banda sonora comprei o CD. Muito por causa do tema “Will You Still Love Me Tomorrow” (por favor, ouçam) que eu julgava cantado por uma “preta gorda”, encorpada e poderosa. Só anos mais tarde, quando se tornou popular (em Portugal) é que me apercebi que ela era a mesma mulher, branca e escanzelada, que cantava outros temas igualmente bons. Bons…. bons é pouco!…
Tal como uma actriz que levita e nos faz levitar quando encarna brilhantemente uma personagem (ela é outra, ela é essa!), a Amy Winehouse tinha o dom da interpretação, para além de ser uma belíssima compositora/escritora/letrista.
Não vale a pena dizer muito que (de) tudo tem sido dito nos últimos dias.
É evidente que era uma figura trágica, que anunciava um fim iminente, mas o que me desagrada, na maior parte dos comentários jocosos (de agora ou de antes da sua morte) é que eram essencialmente motivados por aquela aura de mediocridade e perplexidade perante o ser Maior. Maior que a média, superior, apesar de toda a sua fragilidade. Único.
Não há outra Amy Winehouse. Ficámos mais pobres mas muito mais ricos com aquilo que ela nos deu. E deu-nos de mão beijada, de graça, às custas de si própria.
Desculpem qualquer coisinha.

Para ver e ouvir:


para ouvir:


e agradecer!

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