“The Rebound” – Começar de Novo



Está em sala um filminho que data já de 2009 mas só agora chegou cá, vá-se lá saber porquê, originalmente intitulado de “The Rebound” e por cá traduzido para “Amor ao Acaso” (!! – mas porquê??!!) com a Zeta Jones e um Justin Bartha que talvez conheçam de “A Ressaca”.
Ora a premissa é a de contar a história de um amor entre uma mulher mais velha e um rapaz mais novo, coisa que só por si constitui um tema, ao contrário da situação inversa que já não constitui novidade nem motivo para grandes espantos.
Sandy, de 40, separa-se rapidamente do marido depois de descobrir que este a trai e arranca com os filhos para Nova Iorque deixando a casa de sonhos nos subúrbios, fazendo um “reset” na sua vida, colocando o contador a zeros. Bem, a zeros, a zeros, não! Porque leva consigo os filhos e o “começar de novo” terá sempre algumas condicionantes… Mas enfim, arranca para uma nova vida e desta vez toma as rédeas.
Claro que tudo é abordado de uma forma ligeirinha… o recomeço de uma carreira profissional depois de ter ficado em casa vários anos com as crianças, numa cidade como Nova Iorque, a facilidade com que entrega os filhos aos cuidados de outrem, etc… mas o filme não deixa de ter em conta estes aspectos e não se limita a passar-lhes uma esponja por cima.
Os papeis tradicionais subvertem-se de diversos modos. Para além da situação “mulher mais velha + homem mais novo” (ele tem 25), existe o facto de ela conseguir rapidamente aceder a uma posição social/profissional dominante e ele estar na dependência dela (que o contrata para babysitter dos filhos).
Acontece que o filme não se limita a mostrar  o paradigma pelo paradigma. Há toda uma riqueza e uma doçura na construção das personagens que o leva mais além (não que deixe de ser uma comédia romântica “ligeira” por isso).

Existem de facto obstáculos à concretização deste amor, ou à sua permanência e evolução para além de uma concretização primeira. Existem vidas, expectativas, histórias. E o medo de um futuro próximo que revele maiores diferenças e frustrações. É então que a história dá a volta e tudo sofre um revés. Ou não.
O tempo passa, a vida acontece, e surpreendentemente as coisas definem-se. Eu achei o final muito bonito. Muito terno, com a serenidade das coisas que são porque têm que ser. De boas.
Um filme engraçado, bem-disposto (os momentos cómicos têm graça) e “boa-onda”. E onde não há grandes cedências para com o “Establishment“.




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Comments
One Response to ““The Rebound” – Começar de Novo”
  1. eneida diz:

    vou ver :)

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