Ai que não posso com tanta irreverência!

 

Não, a sério! Uuuh! Não posso com tanta excitação! Uuh!

Oh e “foi ideia da Kate Moss que é fã da Rihanna” não sei quê, nem li o resto.
Mário Testino fotografa as duas beldades, expoentes máximos da irreverência, avant-garde do avant-garde, em lingerie preta, dominatrixes de sado-maso, uuh, ai cariño no pares!!, para o próximo número da revista V. Podem ver primeiro aqui. Pronto.

Oh, por favor, é isso e cada vez que mais uma menina desempoeirada, na casa dos vinte e tal, lá publica uma foto com uma banana na boca, ou a lamber um sorvete, enquanto cita a Adília Lopes. E depois a vida é tão triste, tão melancólica, que por esse andar nunca vai largar os comprimidos!…

Oh, vá lá! Um bocadinho mais de vida baseada em si em vez de numa estética qualquer, ainda que de cinema francês ou nouvelle vague!

Mas haverá consciência de si? Acabou-se? Estamos sempre a servir alguém?

A última imagem desafiadora de uma mulher a segurar lasciva uma banana foi a de Meryl Streep em Hope Springs.
Fora isso, quê? A Lolita com o chupa-chupa? A de 1962, obviamente.

Ai, poupem-me. Poupem-nos, poupem-se!

Quero ver a Kate Moss velha!
Bem posso esperar sentada.
Forever young.
E não saímos disto.

 

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Comments
5 Responses to “Ai que não posso com tanta irreverência!”
  1. São João diz:

    Já não há saco para fotos de meninas a brincar às lésbicas para a fotografia. Já não há saco para mulheres que levam tareia dos namorados e depois desculpam-nos e falam deles como se fossem heróis. Já não há saco para a sexualização da publicidade seja de roupa, de tupperwares ou de desentupidores de canos como se não houvesse outra maneira de levar as pessoas a comprar o que quer que seja. Já não há saco.

  2. Virgínia diz:

    Quando vejo coisas destas (todos os dias?) pergunto-me sempre: “mas quem estará por detrás disto?”. Será sempre um homem? Se for uma mulher a comandar as cabeças destas meninas então é que o mundo está mesmo de pernas para o ar! Tanto trabalho em se manterem jovens e depois o resultado final é isto?? Fotografias vazias e sem sensualidade nenhuma! até dá vontade de rir!

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  1. […] “Fotografei não sei quantas mulheres de todo o mundo para provar que a beleza está em toda a parte” – uma ode à diversidade, mas a beleza pelos vistos está sempre representada pela mulher que serve para pouco mais que ser contemplada. É a mesma ideia que está subjacente àquela coisa de “adorar as mulheres“, comum aos mais variados babosos, do Pedro Mexia à Catarina Furtado. A Mulher, essa massa acéfala, amálgama indiferenciável, apesar da diversidade geográfica, étnica ou de personalidade. A Beleza, difundida séculos após séculos, sempre pelo mesmo ponto de vista, independentemente do movimento estético, perpetuada por muitos (homens e mulheres). Ou para bom uso da publicidade e do entretenimento. Claro que depois disso já ninguém sabe como é uma mulher a sério, mesmo que seja ou tenha sido topmodel. Valham-nos os Gregos (ou melhor, os escultores gregos do período clássico), sempre a ensinar qualquer coisinha à civilização. E valha-nos o casal da foto a mostrar quão sexy é enfiar uma banana na boca. […]



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