Resenha

CampanhaOpiumBanida2000

Olá, olá!
Tenho andado na minha vidinha mas, como sempre, com saudades de cá vir, por isso hoje deixo tombar algumas coisas soltas. Resulta num post um bocadinho desgarrado, é certo, mas ali pelo FB sempre vou dando sinais de vida que unem as partes.

Deste artigo, que eu esperava que nos elucidasse verdadeiramente sobre a hipocrisia dos chamados modelos de tamanhos grandes (e que na realidade não são assim tão grandes, mas, vá, ajudam; pelo menos não são anorécticas…), surgiu a imagem (de que bem me lembro) usada como ilustração de destaque deste post (só visível no blogue, não na maioria dos leitores de feeds, daí que tenha que a repetir no corpo da mensagem), em que Sophie Dahl é descrita como uma “Plus-size icon” (!? plus-sized, onde?!) que constou de várias campanhas relevantes, como esta para o perfume Opium de Yves Saint Laurent, banida em 2000 no Reino Unido.

E banida porquê? Supostamente por ofender a moral e os bons costumes, ou coisa que o valha, alegando talvez à eterna questão da nudez feminina usada abusivamente na publicidade, tema sobejamente abordado neste blog (em vários destes posts, por exemplo, ou neste, entre outros). Mas, curiosamente, eu que começo a ser acusada de andar sempre a bater no (mesmo) ceguinho, não acho, de todo, que a imagem seja ofensiva ou até despropositada!

A fotografia, a meu ver lindíssima, bem conseguida e exemplarmente concretizada, mostra uma mulher (bela, de acordo com os padrões actuais e difundidos de “beleza”, é certo) nua (a utilização da nudez, neste caso, para mim, faz sentido, sendo o perfume uma coisa tão íntima), aparentemente em êxtase, e – será essa a questão perturbadora? – eventualmente entregue a prazeres decorrentes de um acto onanista* ** (*porque é que o termo só se aplica à masturbação masculina? Qual é o termo feminino? Não há?).

Poderá ainda crer-se, mesmo que remotamente e por sugestão do nome do perfume que publicita, que esse acto ou o prazer dele resultante é decorrente ou acentuado pelo uso de drogas (ópio)… será? Ou que o prazer ou o orgasmo são viciantes como o ópio?

Mas se, neste caso, não há uma glamourização da violência, uma submissão à força e/ou delírio masculinos, abuso ou representação misógina do papel da mulher, como acontece em tantos anúncios, há tantos anos, em que vale tudo (ideia de violação, violação por grupo/gang, subjugação, e uma enorme quantidade de clichés), ou uma adulteração do corpo feminino (implantes mamários, intervenções invasivas claras ao corpo em nome de uma estética porno amplamente disseminada, etc.), então, onde está o problema?

É assim tão assustadora a ideia de uma mulher poder ter prazer por si só? Deveremos começar a dar ouvidos às teorias da conspiração de Naomi Wolf (ver o seu recente “Vagina“, sobre o qual falaremos mais tarde), que defendem que sim?

É que nem às crianças isto deve impressionar mais ou mais erradamente do que as inúmeras capas de “revistas masculinas” nos escaparates, as publicidades ou artigos das “revistas femininas”, os “Morangos Com Açúcar”, os videoclips, etc., etc., quase tudo o que “vende” e difunde a imagem feminina na actualidade e passado-não-tão-recente…

Por isso, sim, essa imagem ilustra, já, este post.
Assunto encerrado, por agora.

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A propósito daquele post que teve tão boa aceitação, fica aqui esta gracinha, que já tinha partilhado no Facebook:

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Queria ainda partilhar esta imagem da Hellen Mirren, também a propósito de ideais de juventude e beleza:

HelenMirren

E ainda esta bomba:

Nada de novo para quem nos acompanha no FB, é certo (desculpem insistir nisso, mas é uma forma de mantermos contacto).

Entretanto, e pegando com o último post, deixo-vos uma gracinha. Talvez apenas um fogo-fátuo de um blogue que estava morto mas que hoje reanimei. A ver vamos.

Era mais qualquer coisa mas já me esqueci. :)
Até breve!

** Já fui alertada para a raíz etimológica (será isto uma redundância?) da palavra [cito: “Ao ter relações sexuais com Tamar, a Bíblia diz que Onã “desperdiçou o seu esperma na terra” ou seja, não a inseminou, jogando dessa forma fora seu esperma em um coito interrompido, conduta essa que aborreceu a Deus que tirou sua vida (…)”], que não me espanta (claro que se esperava uma razão assim, uma figura, um nome na origem da coisa).
Não me expliquei bem, é certo, fui preguiçosa. Por isso, poupem esta pobre cabecinha, façam-me esse favor, e vejam lá se existe, ou não, um termo aplicado ao feminino.
Obrigada! :)

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