Punk is still to come, my friend

YougAndBeautiful

 

Depois de no outro dia ter partilhado a foto acima, tirada do meu feed do FB, sobre o filme – ooooooh, que novidade – “Young and Beautiful”, com a legenda: “A sério? Ainda bem que o feed me indica que para cima há histórias novas, porque para estas já não tenho paciência”, abstive-me de comentar mais do que isso porque… olhem, porque já estou cansada, o assunto não é novo e já não vou a todas.

E de facto, não sendo particularmente original, veio-me à cabeça, por oposição, quando apareceu aquilo que me parece ser uma lufada de ar fresco.

We Are The Best conta a história de 3 raparigas punk que, em Estocolmo nos anos 80, decidem formar uma banda, apesar de não terem instrumentos e de toda a gente lhes repetir o slogan “Punk is Dead”.

 

WeAreTheBest_destaque

 

Diz-se que é um hino à rebelião e à perseverança juvenil.

Eu digo-me que, pelos trailers, parece ser um filme sobre a juventude feminina, isento de um ponto de vista lúbrico de um realizador masculino (male gaze, here we come), embora o realizador seja homem, e não sujeito às suas necessidades lascivas, mais ou menos masturbatórias.

 

WeAreTheBest-2

 

(E o realizador tem largo historial de filmes que podem dar aso a isso; nem falta um filme sobre um amor lésbico adolescente ou outro sobre uma adolescente russa obrigada a entrar na prostituição. O que falta ver é se o ponto de vista é o do costume, o de um Humbert Humbert qualquer, saído de uma pena menos Nabokoviana, mas sempre vigilante de uma Lolita que lhe satisfaça o desejo. Mas adiante, adiante.)

Fico à espera de ver isto e, quem sabe, explorar os outros.

Onde não me parece que me apanhem, a não ser que haja outros argumentos que me convençam, é no novo Sin City, cujo cartaz (ao que parece foi retirado não sei de onde, como se o problema estivesse meramente no cartaz e o cartaz não retratasse o pressuposto do filme e, claro, como se o cartaz fosse um acto isolado. Mas, bem…) aqui vos mostro:

 

CartazOriginal

 

A mim parece-me que o problema não é tanto o da nudez mas o do facto de um filme ser anunciado pelas mamas da não-sei-se-minimamente-protagonista-ou-meramente-decorativa Eva Green, que talvez merecesse ser apresentada de outra forma e, pelo menos, pelo nome. Mas se o nome da actriz nem é importante e o que levará tanta gente ao cinema são as mamas da actriz, então borrifemo-nos no resto e propagandeemos aquilo que realmente importa:

 

CartazHonesto

 
 

Despeço-me com amizade ;) , e um dia destes venho cá dizer-vos o bom que tem sido isto dos 40 e a reviravolta que dei na minha vida. Em curso.

 
Os trailers:
 

 

  

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